martes, 21 de abril de 2026

Manifesto da comunidade saharauí de Galiza: por unha regularización xusta

A Comunidade Saharauí de Galicia expresa a súa profunda preocupación e rexeitamento ante os procesos de regularización extraordinaria que exclúen as persoas saharauís en situación de apatridia. Ao mesmo tempo, queremos manifestar que valoramos positivamente a regularización de moitas persoas migrantes, xa que supón un avance en dereitos, dignidade e xustiza social. Alegrámonos sinceramente por quen ven recoñecida a súa situación administrativa tras anos de incerteza. Porén, non podemos evitar sentir indignación e frustración ao comprobarmos que, unha vez máis, o noso colectivo queda fóra destas medidas.

O pobo saharauí arrastra desde hai décadas unha realidade marcada polo desarraigamento, o exilio e a negación de dereitos fundamentais. A falta de recoñecemento pleno da súa nacionalidade coloca miles de persoas nun limbo xurídico que limita o seu acceso a dereitos básicos, entre eles a regularización administrativa. Esta exclusión non é un feito illado nin técnico: é unha forma de invisibilización institucional que perpetúa a desigualdade. Consideramos inaceptábel que os criterios de regularización non contemplen de maneira específica a situación das persoas apátridas, que maioritariamente son saharauís, cuxa condición responde a causas históricas e políticas amplamente documentadas. Ignorar esta realidade supón reforzar barreiras estruturais que impiden a integración social, laboral e xurídica.

-O recoñecemento explícito das persoas saharauís apátridas dentro dos procesos de regularización.
-A adopción de medidas específicas que atendan a súa situación xurídica excepcional.
-O cumprimento dos compromisos internacionais en materia de dereitos humanos e protección de persoas apátridas.
-A garantía de igualdade de tratamento e acceso a dereitos fundamentais, sen discriminación por orixe ou status xurídico.

Así mesmo, convocamos a cidadanía a unha manifestación o próximo 23 de abril ás 20:00 horas, diante da Subdelegación do Goberno na Coruña, para erguermos a voz contra esta exclusión e exixirmos solucións xustas.

Facemos un chamamento urxente a todas as asociacións, colectivos sociais e entidades solidarias para que se sumen e apoien esta mobilización. A unión é clave para lograrmos cambios reais e para garantirmos que ningunha persoa quede atrás.

Por unha regularización sen exclusións. Por dignidade, xustiza e dereitos.

Comunidade Saharauí en Galiza

luns, 20 de abril de 2026

Entrevista a Sérgio Coragem (e II): “O trabalho do ator muitas vezes é associado ao discurso e às palavras, mas também há muito discurso sem as palavras”

Na segunda parte da conversa co actor Sérgio Coragem poñemos o foco na longametraxe O riso e a faca do Pedro Pinho, estreada na sección Un Certain Regard do Festival de Cannes de 2025 con inmenso aplauso da crítica. Un filme en todos os sentidos monumental que lida con moitas cuestións fundamentais do noso tempo.

Sérgio Coragem no filme O Riso e a Faca (Pedro Pinho, 2025)

O filme tivo un proceso de produción moi extenso. En que momento Pedro Pinho che dixo “vou facer um filme e quero que ti esteas dentro do filme”?
Nós conhecemos, por ocasião dessas conversas, o Pedro Pinho em 2017 e, pronto, demos bem, o Pedro é uma pessoa espetacular, nós também somos fixe, e foi bom. E depois, passado um ano e tal, muito perto de 2019, ou já em 2019, a Joana Bravo, que na altura estava a trabalhar na produção do filme, na pré-produção, pré-pré, pediu-me a amizade no Facebook e mandou-me uma mensagem a dizer que o Pedro Pinho gostava muito de falar comigo, se eu tinha vontade de ter esse encontro. E eu disse obviamente que sim. Não pensei que fosse para uma audição do filme, pensei que fosse, sei lá, uma conversa sobre um assunto qualquer porque, como eu estou no teatro, se calhar ele queria saber alguma coisa ou se eu conhecia alguém; bem, não sei. O Pedro perguntou-me se eu podia encontrar com ele na Casa do Comum, quando estava ainda o edifício com a organização antiga, mas prestes a começar as obras. Eu fui lá, encontrei-me com ele e com o Tiago Espanha numa conversa filmada, filmaram-me a mim, a ter uma conversa sobre muitos assuntos. Lembro-me que a primeira coisa que ele me disse foi que ia ser uma conversa como se fosse uma audição. Depois pediu-me para eu descrever a minha vida em sete minutos (se calhar estou aqui a contar segredos que não devia, mas não faz mal, tenho todo o gosto em partilhar contigo e com o mundo inteiro). E depois de eu ter descrito a minha vida em sete minutos, começou-se a fazer uma conversa mais de pergunta e resposta. Lembro-me de termos falado sobre racismo, por exemplo, lembro-me de termos falado sobre família. No final dessa conversa, ele perguntou-me se eu tinha alguma coisa que me prendia a Portugal. E eu disse, depende, acho que não. Tem família, tem amigos, tem amores, tem uma vida, não é? Claro que há sempre coisas que nos prendem a Portugal, mas à partida, não, depende. Porquê? E ele disse-me, “é que o filme vai ter uma rodagem muito longa na Mauritânia e na Guiné-Bissau”. E eu disse-lhe, ah, OK, então esquece, porque eu tenho medo de andar de avião. Pronto, com muita pena minha, espero que o filme corra muito bem, que encontres a pessoa escolhida. Mas eu aviso-te já que eu não vou, porque eu tenho medo de andar de avião. Viajei muito pouco na minha vida até esse dia. Tinha ido uma vez para Londres em 2006, 2007, foi a passagem do ano. E tinha sido convidado ao Conservatório de Atores de Lyon e custou-me imenso, e portanto não tinha intenção nenhuma de voltar a enfiar-me dentro de um avião. Para além de que também não gosto muito de fazer turismo, acho que é uma coisa que já não existe sequer e é uma perda de tempo e de muito esforço e muito stress. Então não sou muito fascinado por viagens. Isto estou a falar na altura, estou a falar antes de ter sido eu o escolhido.
Acho que eu ter dado esta resposta ao Pedro fez com que ele achasse que eu poderia mesmo ser esse personagem. Precisamente por causa dessa questão de “pouco mundo”. E isso era importante, acho eu, para o Pedro e para quem escreveu o filme e para quem estava a produzir o filme, porque a ideia era que o personagem fosse um pouco assoberbado por aquilo que via (...)

Martin Pawley. Podedes ler ou ouvir a entrevista completa no sitio web da revista Quiasmo. Artes, letras e ciência.

domingo, 12 de abril de 2026

Entrevista a Sérgio Coragem: “Gostamos de incluir o público nos processos de criação”

A finais de abril estréase en salas do estado español o filme do Pedro Pinho O riso e a faca, unha das obras maiores do cinema dos últimos anos. Esta escusa sérvenos para entrevistar o actor protagonista, Sérgio Coragem, a grande revelación do cinema de 2025. Esta primeira parte da conversa fala do seu labor teatral no seo da compañía auéééu. A segunda entrega, á volta do filme, será publicada nas próximas semanas.

Sérgio Coragem. Imaxe: sitio web auéééu.

A miña idea é falar de dous temas. Do filme [O riso e a faca, Pedro Pinho, 2025], mais antes de falar do filme, gostaría de falar máis do teatro. Do teu traballo no teatro, de como chegas ao teatro, e en particular da vosa compañía, que polo que percibo, tedes sempre unha orientación moi política nas obras que facedes.
O movimento politico da nossa companhia começa no primeiro pelo gesto, porque é um coletivo, sem hierarquias, e tentamos que o nosso trabalho seja o resultado de um conjunto de decisões que é tomado sempre com muita discussão, muita conversa, e em coletivo. E, portanto, avançamos um pouco em bloco, em todas as frentes. Na produção, na cenografia, na encenação, e vamos ajudando uns aos outros a construir os projetos de teatro e as encenações, muito a partir desse olhar próximo, um olhar pelo outro, quase uma solidariedade constante entre atores, de modo a conseguirmos alinhar aquilo que queremos fazer e de modo a conseguirmos decidir sempre com uma voz coletiva. Por exemplo, nós não acreditamos muito no voto, então não votamos nunca decisões, nunca há decisões por maioria. Pode haver uma decisão por desistência dos outros, ou por cedência dos outros, ou de nós, quando são mais difíceis de tomar, mas nunca votamos. O voto é um caminho muito curto, e muitas vezes, neste tipo de decisões, o voto pode ser precipitado também. Então, logo aí há uma série de gestos políticos que nós propomos a nós próprios, e depois nos espetáculos também, com o público. Desde logo gostamos de incluir o público nos processos de criação, porque abrimos conversas públicas durante o tempo de ensaios, e vamos conversando com o público também de uma forma a conseguir ter já um olhar exterior antes de apresentar o espetáculo. Usamos muitas vezes estas conversas como inspiração, para pensarmos também, além das nossas ideias pré-concebidas e das nossas cabeças, como elas funcionam, então o público começa cedo a fazer parte dos nossos projetos. E depois apresentamos um objeto, que muitas vezes é inacabado, cheio de falhas, com uma linguagem sempre à procura da experimentação. Acreditamos também nesse método de criação, que é a partir muito da experiência constante de novas propostas, no fundo, ideias que nos vêm, não temos uma linguagem, a nossa linguagem acaba por ser essa do erro assumido, do diálogo às vezes muito confuso entre nós, das nossas ideias que muitas vezes estão em conflito, porque como é óbvio somos todos diferentes, vimos de lugares diferentes, e portanto a nossa proposta é sempre um pouco assim (...)

Martin Pawley. Podedes ler ou ouvir a entrevista completa no sitio web da revista Quiasmo. Artes, letras e ciência.

sábado, 11 de abril de 2026

Grazas, mestre (epílogo) ou Eloxio da empatía

Book of Days (Meredith Monk, 1988)

Xabier, irmao,

Nunca darías imaxinado as cousas que pasaron nos últimos oito anos. Empezando pola pandemia da COVID-19, aquel argumento de ciencia ficción distópica que se fixo realidade para parar o mundo. Non tendo persoas de risco na miña contorna, recoñezo que vivín aquela paréntese forzada con tranquilidade, mesmo con certa despreocupación, aceptando que había de pasar o que tivera que pasar, mais tamén coa curiosidade de saber cales serían as consecuencias daquela experiencia social global. Como por unha vez o tempo non faltaba, aproveitei para ver e rever filmes moi longos, Shoah de Claude Lanzmann, A Comuna de Peter Watkins, a saga Heimat de Edgar Reitz. Tamén os filmes que trataron dende os inicios a outra pandemia das nosas vidas, a SIDA, dende a obra mestra pioneira Buddies de Arthur J. Bressan Jr. até o impresionante relato sobre a estupidez destrutiva do fanatismo e a intolerancia que é Book of Days de Meredith Monk, unha das películas que teño por favoritas.

Faltábame inxenuidade para crer que despois daqueles meses de reclusión obrigatoria, daqueles meses para aprendermos e para pensarmos, ía emerxer espontaneamente unha sociedade mellor; mais estaba convencido de que aquel silencio e aquela calma, que mesmo nos fixeron redescubrir a fauna que segue aí, á volta das nosas vilas e cidades á espera de que lles deixemos sitio, podían servir para reflexionarmos sobre os estragos sociais e ambientais do noso modelo económico, sobre a destrución acelerada da natureza e da vida no planeta que nos acolle.

Non pasou tal. Dáme moita pena dicirche que o mundo de hoxe, o mundo que xa non coñeciches, é aínda peor, moito peor, que aquel de 2018 en que nos deixaches sós. Din as enquisas que agora no estado español de cada cinco veciñas e veciños, unha delas vota ou quere votar ultradereita. E si, sei que fascistas hóuboos sempre. Sei ben que a morte do ditador non os converteu a todos maxicamente en demócratas, esta tarde fáloche dende Vilalba onde aínda se lle manteñen honras a un dos membros máis ilustres da ditadura, e de feito este auditorio se chama como se chama. Mais o problema hoxe é que o fascismo exponse farruco e sen complexos para golsar os seus discursos de odio. Non é só cousa de aquí. A internacional do desprezo e a desigualdade foise estendendo dunha maneira estarrecedora. Nunca imaxinarías quen chegou a gobernar Brasil de 2019 a 2022. Nunca imaxinarías quen goberna hoxe Arxentina, ou quen goberna hoxe Chile, todos eles elixidos lexitimamente polo voto popular. Nunca imaxinarías quen e como goberna por segunda vez os Estados Unidos de América. Quen goberna Israel si o imaxinarías, porque é o mesmo.

Sei que sentirías un noxo infinito ao ver a diario na televisión a destrución consciente de Gaza por parte da barbarie sionista. Pola nosa incapacidade para poñerlle freo a un xenocidio retransmitido en tempo real. Para poñerlle freo ao que está pasando no Líbano e en Irán. A nosa incapacidade para ver e apoiar a loita activa e xusta do pobo saharauí, do pobo kurdo, de todas as nacións sen recoñecemento nin estado.

Vivimos nun momento histórico no que un presidente ameaza con destruír unha civilización enteira nunha noite e di tal cousa con fachenda, como se fose un motivo de satisfacción ese de ser quen de varrer un país en poucas horas. Que clase de cerebro constrúe esas frases?

É un tempo de barullo e confusión, de mensaxes crueis que se manifestan sen disimulo facendo que medre e medre a nosa tolerancia ante a brutalidade. Facendo que aceptemos que a vella orde morreu, que non hai límites para a desorde, que todo o mal que pode suceder, sucederá. O que non hai tanto nos doía e nos avergonzaba agora é apenas un ruídiño de fondo. Que maten crianzas aquí e acolá mentres pasamos unha tras outra as imaxes sen fin da pantalla do móbil. Vivimos incomunicados polas tecnoloxías da comunicación, pechados en burbullas de atención e desexo. O soma que imaxinou Aldous Huxley resultou ser a colección de imaxes e mensaxes banais que circulan a través das redes sociais e as plataformas de mensaxaría. O soma que consegue manternos durmidos mentres estamos espertos.

Onte á noite falei co mestre Salva Bará, o meu sensei. Como se rompe esta dinámica aniquiladora?, pregunteille. En última instancia, díxome, o que o explica todo, a chave das noces, é a falta de empatía. O desinterese por quen está enfronte, ou ao noso carón. O mal reside na ausencia de empatía, escribiu o psicólogo estadounidense Gustave Mark Gilbert logo de asistir aos xuízos de Nuremberg. É a ausencia de empatía a que lle permite á humanidade, ou á inhumanidade, asentar unha sociedade na escravitude, dar por bo un exterminio, consentir calquera forma de opresión (ou de prisión). Para loitar contra iso precisamos cultura, precisamos ciencia, precisamos, en suma, coñecemento, mais precisamos, sobre todo, cariño. Precisamos referentes que nos guíen nese camiño de recoñecemento e aceptación da diversidade, na recuperación das vellas palabras: solidariedade, igualdade, liberdade. Precisamos referentes como fuches ti, como foi o teu irmao Agustín, que nos aprendan a comprender e amar o mundo. A través dos vosos libros, aos que lles debemos máis coidado, da vosa palabra, das vosas inquebrantábeis conviccións, da vosa defensa do país e da lingua que nos fai país, da vosa defensa do ben común. Da vosa condición, como escribiu Manuel Bragado, de diamantes morais. Seguides facéndonos moita falta. Seguimos necesitándovos como compás, como faro ético e de dignidade.

O tempo fíxome oito anos máis vello e oito anos máis repunante. Acabóuseme a paciencia para a xente que só conxuga os verbos en primeira persoa do singular: eu son, eu quero, eu mando, eu teño, eu compro. Nesta altura da miña vida, as formas verbais que me interesan son as que levan implícito o pronome “nós”. As formas verbais que favorecen o diálogo e celebran as diferenzas porque delas nacen novas ideas, as que nos irmandan, as que non exclúen. Leamos. Pensemos. Falemos. Amemos.

Repitamos, xa que logo, esas palabras: solidariedade, igualdade, liberdade, empatía.

Martin Pawley. Texto lido o 11 de abril de 2026 na Polavila Docampo celebrada en Vilalba. Poden lerse neste mesmo blog as anotacións Grazas, mestre e Grazas, mestre (e 2) ou Eloxio da conversa

mércores, 8 de abril de 2026

O «cris» da nosa vida

Nun dos seus xustamente célebres relatos breves, Augusto Monterroso imaxinou un freire español perdido nas selvas de Guatemala que esperta un día rodeado de indíxenas dispostos a sacrificalo nun altar. Apurado polo medo, ocorréselle unha idea para acadar a súa salvación: recorda que nesa data ía suceder unha eclipse total de Sol e os ameaza con que o Sol se escurecerá se lle poñen a man enriba. Despois de escoitalo, os membros da tribo falan entre si e o relixioso sinte por un intre que a súa estratexia tivo efecto, que a suposta superioridade que emana do seu embigo eurocéntrico triunfou sobre as supersticións dos salvaxes. O colofón do conto pon as cousas no seu sitio: o corazón do freire deita sangue sobre a pedra dos sacrificios mentres un dos indíxenas recita as datas das eclipses solares e lunares xa coñecidas e previstas pola civilización maia.

O conto de Monterroso fai saudábel sátira desa visión colonialista que lles nega ás culturas non europeas a capacidade de coñecer o mundo no que viven. Nin tan sequera a natureza que os rodea. A Historia oficiosa conta que na cuarta viaxe de Colón a América, dúas das carabelas encallaron en Xamaica e a poboación do lugar acolleu e alimentou a tripulación toda durante varios meses, mais chegou un punto en que se fartaron e decidiron non seguir contribuíndo á supervivencia daqueles okupas. Colón dispuña de táboas astronómicas e sabía que o 1 de marzo de 1504 habería unha eclipse lunar, así que se reuniu co cacique local e lle dixo que se non seguían dándolles a sopa boba, os deuses se enfadarían e tinguirían a Lúa de cor vermella, sinal inequívoco da ira divina. Segundo transmitiron os conquistadores, os xamaicanos ficaron aterrados e correron en busca de provisións. Uns minutos antes do final da ocultación lunar, o navegante italiano anunciou con solemnidade que os deuses lles concedían o perdón a eses pobres infelices que, polo que se ve, nunca antes contemplaran un fenómeno que acontece de media dúas veces por ano (...)

Martin Pawley. Artigo completo dispoñíbel no número 150 da revista Luzes.

mércores, 1 de abril de 2026

El sueño del Sapiens

El nuevo libro de Juan Antonio Madrid es otra lección magistral de sabiduría y humanismo.

* * *

«Nada tiene sentido en biología si no es a la luz de la evolución» es el título que le puso en 1973 a un artículo el genetista Theodosius Dobzhansky. La frase se ha convertido en un conciso mantra sobre la selección natural como ley universal que explica la supervivencia de los individuos mejor adaptados a los cambios que se producen en el entorno (y de ahí el valor de la variabilidad genética que facilita la existencia de individuos que por sus características singulares pueden afrontar mejor esos desafíos). El cronobiólogo Juan Antonio Madrid se vale de la cita de Dobzhansky para recordar que si la selección natural «ha permitido la existencia del sueño durante cientos de millones de años, ha de ser por algo muy importante: o bien el sueño cumple funciones vitales para el organismo que no se pueden realizar mientras se está despierto (teoría funcional), o bien proporciona una ventaja adaptativa que mejora la supervivencia (teoría evolutiva)». O quizás, añade, ambas cosas a la vez. El primer capítulo de su, como era de esperar, fabuloso libro El sueño del Sapiens (Plataforma Editorial) repasa qué cosas hace el sueño por nosotros (...) 

Martin Pawley. O artigo completo pode lerse na sección "La noche es necesaria" da Revista Astronomía, número 322, abril de 2025. As persoas subscritoras poden acceder á revista no seu sitio web.