martes, 28 de maio de 2013

Congresso de Comunicação de Ciência em Portugal – SciComPT 2013. Día 2.

[SciComPT 2013: sitio web]

Pedro Russo * Comunicações orais I - Envolver o público * Comunicações orais II - Envolver o público * Debate sobre ilustración científica: Pedro Salgado * Sesión de clausura: Carlos Fiolhais, José Vítor Malheiros

9:30. Porque é que o público se há de interessar?, Pedro Russo (EU Universe Awareness).



"Temos que pedirlle transparencia á ciencia que facemos: explicarlle ao público portugués cales son as investigacións que facemos e cal é o retorno que se deriva desas investigacións".
"Os inquéritos que se fan en Europa sobre a curiosidade polas novas descobertas científicas e desenvolvimentos tecnolóxicos revelan que o público está moi interesado en ciencia, mesmo máis ca na política e no deporte. Mais os xornais televisivos en Portugal dedican apenas o 0,8% do seu tempo a acoller noticias sobre ciencia, e o 90% dos cidadáns non teñen un papel activo en ciencia e tecnoloxía".
"O Ano Internacional da Astronomía 2009 envolveu 800 millóns de persoas en 148 países. Só en Portugal foron dous millóns de persoas. É a maior iniciativa científica de sempre".
"Sabemos que hai vinte astrónomos amadores por cada astrónomo profesional. É un verdadeiro "exército" cuxa participación é moi importante (tanto na divulgación como na obtención de coñecemento)".
"Aínda non hai un algoritmo que supere ao ser humano no recoñecemento de patróns. De aí xorde un proxecto colaborativo coma Galaxy Zoo".
"Na Universidade na que traballo en Holanda están xeralizados os "laboratorios de comunidade", aos que o público é convidado a envolverse e que ás veces mesmo desenvolven experiencias de alto nível".
"As institucións científicas dedican menos do 2% do seu orzamento anual para accións de divulgación e educación non formal. Esa cifra non concorda coas declaracións públicas de defensa da comunicación da ciencia habituais entre os políticos".
"É preciso sermos e termos proxectos colaborativos, deixar o meu proxecto e pasar ao noso proxecto".



10:30. Comunicações orais I - Envolver o público

Os Jardins Botânicos como Comunicadores dos Temas da Diversidade e Conservação das Plantas, Gisela Gaio-Oliveira (Museu Nacional de História Natural e da Ciência). Abstract (resumo): Apesar de existirem jardins botânicos desde o séc. XVI, estes só começaram a estar direcionados para um público geral quando a sua missão passou a incluir o cultivo e exposição de plantas vindas das colónias. Até meados do séc. XX, a única informação que era comunicada, com maior ou menor eficiência, dos jardins botânicos para o público, era a existente nas placas identificativas das plantas: nome da espécie, nome comum e origem geográfica. Com a perda da biodiversidade a entrar na agenda política internacional a partir da década de 90 do séc. XX, e com a assinatura por 193 países, incluindo Portugal, da Estratégia Global para a Conservação das Plantas em 2002, os jardins botânicos sofreram uma grande mudança na sua missão e na forma de comunicar com o público.

O diagnóstico do labor dos xardíns botánicos coma espazos de comunicación científica é claramente insatisfactorio: é reducido o espazo e o investimento para actividades, hai poucos contidos educativos para o público, non se inviste en visitas guiadas para público non escolar, é baixa a produción de conferencias e cursos e igualmente baixo o desenvolvemento dos temas relacionados coa perda de plantas (contaminación e alteracións climáticas).

Motivações para participação em ciência recreativa: um caso de estudo, Sandra Silva (Instituto de Biologia Molecular e Celular). Abstract (resumo): As razões que motivam públicos a participarem em ações de ciência recreativa têm sido alvo de análise em vários estudos sem, contudo, existirem dados relativos à realidade nacional. Neste estudo apresentamos o levantamento das motivações dos participantes em duas atividades específicas: o “Roteiro do Cérebro” (março de 2012) e o “Roteiro da Genética” (junho de 2012).



Using animated videos for science engagement and science learning, Ana Mena (Instituto Gulbenkian de Ciência)

Eu e o meu corpo:


Nós os fantásticos seres vivos:


Cidadania, ciência e comunicação: os três ‘cês’ do Gripenet [Ao encontro do público], Vitor Faustino (Instituto Gulbenkian de Ciência). Abstract (resumo): Podem os investigadores tornar o grande público num ‘cúmplice’ da ciência, utilizando a Internet como mediador? Podem os cidadãos participar num projeto científico onde o único requisito é a vontade em contribuir para o conhecimento? A resposta é afirmativa e é a base do sistema participativo de monitorização da gripe, em tempo real – o Gripenet. Mais do que um instrumento de monitorização epidemiológica, o Gripenet é um projeto de comunicação de ciência. Desde 2005, cerca de 15 mil voluntários interagiram com os investigadores do Gripenet, numa base regular, durante as épocas da gripe sazonal (Novembro a Maio). Uma newsletter digital semanal, com link direto para a área de questionários, fornece informação rigorosa e atualizada sobre os mais variados aspectos da gripe – virologia, dispersão, intensidade da epidemia. Atividades regulares com as escolas (produção de websites, vídeos, bandas-desenhadas) contribuíram para que o site do Gripenet se tenha tornado o maior repositório de conteúdos on-line em língua portuguesa sobre a gripe.

11:15. Comunicações orais II - Envolver o público

Comunicar a ciência (social) tal qual se faz, Ana Delicado (Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa).

An innovative model in Science Communication brings together Music, Science and Fundraising – A partnership between Instituto Gulbenkian de Ciência and Everything is New, the promoter of Optimus Alive Music Festival, Maria João Leão (Maratona da Saúde).

Speed dating con científicos: [Ver vídeo]

SOCIENTIZE, A Sociedade como uma infraestrutura para e-Ciência através da tecnologia, inovação e criatividade, Cândida G. Silva (Centro de Neurociências e Biologia Celular). Abstract (resumo): O projecto SOCIENTIZE pretende (i) promover a interacção entre os diferentes agentes do processo de Ciência Cidadã –investigadores, fornecedores de recursos, administradores de sistemas, e cidadãos voluntários- criando ferramentas comuns de comunicação e trabalho para todos eles; (ii) disseminar as capacidades e resultados dos projectos de Ciência Cidadã às comunidades científicas demonstrando que é possível fazer Ciência de alto nível com a contribuição de pessoas sem formação de cientista; (iii) publicar e suportar um conjunto de serviços de livre acesso para investigadores, fornecedores de infraestruturas e cidadãos voluntários.

A Ciência de visita ao Museu: envolver novos públicos através da Arte, Paulo Fontes (Aluno do Programa Doutoral em Media Digitais, Universidade do Porto). Abstract (resumo): A Arte e a Ciência têm cada vez mais encontrado espaços de cruzamento e complementaridade, onde a interligação das suas linguagens discursivas promove o interesse de públicos mais abrangentes. Museus de arte, galerias e outros espaços públicos tornam-se locais que podem incrementar o “envolvimento” do público com a Ciência. Neste sentido, a análise da reação dos públicos a estes novos contextos toma uma relevância significativa. A exposição “Ciência e Arte”, organizada pelo Ciência 2.0, que esteve presente no Museu Nacional de Soares dos Reis no Porto, procurou contribuir para a sinergia entre a ciência e outras esferas da sociedade ao abrir ao público geral a possibilidade de expor obras de arte criadas por si, tendo por base conteúdos de ciência. Expuseram-se num espaço público obras que expressavam conteúdos de ciência através de técnicas artísticas que incluíam ilustração, fotografia, documentário, artes plásticas, animação e multimédia interativa. Dada esta forte ligação entre as esferas da Ciência e da Arte, o estudo dos seus visitantes possibilita uma análise dos fatores que motivam estes novos públicos.

12:30 Mesa redonda: Como podemos envolver o público na comunicação de ciência?. Convidados: Maria João Leão (Maratona da Saúde), Miguel Pina Martins (CEO Science4you), Patrícia Filipe (Oceanário de Lisboa). Moderação: Júlio Borlido Santos (Instituto de Biologia Molecular e Celular, Universidade do Porto).

Science4you, xogos e brinquedos científicos para todas as idades: sitio web.

15:30 Debate sobre Ilustração Científica. Modera: Luís Azevedo Rodrigues (Centro Ciência Viva de Lagos). Participan: Carla Dâmaso (Observatório do Mar dos Açores), Lúcia Antunes (Instituto Superior de Educação e Ciências/Universidade de Évora), Filipe Franco (Instituto Superior de Educação e Ciências/Universidade de Évora), Pedro Salgado (Instituto Superior de Educação e Ciências/Universidade de Évora).

Pedro Salgado:
"A fotografía apaña unha realidade concreta, a ilustración interpreta esa realidade e destaca os aspectos máis importantes".
"Hai máis de cincuenta ilustradores dedicados total ou parcialmente en Portugal á ilustración científica. Deles, polo menos media ducia teñen relevancia internacional. E máis de mil persoas tiveron formación en ilustración científica nos últimos vinte e cinco anos".
Cita de Goethe: "as persoas deberían falar menos e debuxar máis".
"Todo o mundo pode aprender a debuxar".
"Moitas veces a ilustración científica confúndese con ter un debuxo bonito dun becho ou dunha planta".
"Apenas un 10% dos pósters teñen calidade coma ferramenta de comunicación científica. O 90% é simplemente contido, sen verdadeiro valor comunicativo".

18h00 Sesión de encerramento.

Carlos Fiolhais (Comisión Científica):
"Cando comezou a ciencia moderna cunha figura coma Galileo, comezou tamén a cultura científica. Galileo é o pai fundador. Despois no sXIX vén Darwin, que promove ao mesmo tempo a ciencia e a cultura científica. Galileo e Darwin levan a ciencia á lingua corrente".
(Parafraseando o Galileo de Bertold Brecht) "A ciencia ten que estar nas prazas".
"O asombro debe ser xeral. Imos dicirlle ás persoas que é posíbel saber, que unha das marcas que máis definen aos humanos é a vontade de saber".

José Vítor Malheiros (Comisión Organizadora):
"Estes días constatamos que existe comunicación da ciencia, que existe unha comunidade forte e polo tanto temos a obriga de facer aínda moito máis do que estabamos a facer".
"A comunicación non é transmisión de datos, a comunicación sempre é persoal, sempre é emocional".
"Todos temos dereito á ciencia, ao fluír das ideas da ciencia, a divertirnos coas ideas da ciencia. Todos os cidadáns teñen dereito a manipular a ciencia. A ciencia é para todos, a ciencia é de todos".
"Un Congreso coma este precisa ter continuidade..."

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