luns, 27 de maio de 2013

Congresso de Comunicação de Ciência em Portugal - SciComPT 2013. Día 1.

[SciComPT 2013: sitio web]

Baudoin Jurdant * Comunicacões Orais - Envolver os cientistas I * Comunicacões Orais - Envolver os cientistas II * Cristina Ribas * Comunicacões Orais - Envolver os media I * Comunicacões Orais - Envolver os media II * Mesa redonda

9:30. Conferência de arranque - Porque é que os cientistas se devem importar (com a comunicação de ciência). Baudouin Jurdant, Universidade Paris Diderot - Paris 7.



"Os científicos son extremadamente sensíbeis ás malas interpretacións, simplificacións e erros na comunicación do seu traballo; sensíbeis á precisión e exactitude dos contidos, o cal induce neles un desexo de control total sobre a maneira en que se difunde o coñecemento que producen. Iso é un erro. Dende hai anos creo que o camiño é outro: deixar pasar (let it go). Un científico non comunica ciencia para conseguir que outros se fagan científicos".
"Un dos tópicos da nosa civilización é o das "dúas culturas": que as elites fican asignadas a dous grandes grupos, non sempre ben comportados entre si, o da ciencia e o das artes/humanidades. Mais é igual de importante que a xente coñeza a segunda Lei da Termodinámica como que coñezan a Shakespeare".
"O que lle dá a Shakespeare a súa dimensión de "cultura" é que todo o mundo pode apropiarse del ao seu xeito, todo o mundo pode falar de Shakespeare e atender información sobre el mesmo sen ter lido ningunha das súas obras. Iso é o que fai de algo cultura, a súa capacidade de ser empregada, integrada, discutida (non só por elites)".
"A ciencia e a comunicación da ciencia son unha mesma cousa para o público xeral. A comunicación da ciencia debería ser colocada no centro da formación e práctica científica".
"A comunicación da ciencia tende a presupoñer a total ignorancia da xente sobre calquera materia; aos xornalistas pidéselles que conten ciencia como se ningún dos seus lectores soubera nada en absoluto. Non estou seguro de que sexa un bo consello de forma xeral. Hai que escoitar á xente e prestar atención ao que a xente sabe. Debe haber unha xenuína comunicación. Non deberíamos falar de "coñecemento", senón de "interaccións", de discusións e debates nos que a xente ten algo que dicir".
"Science should be enjoyable".

10:30. Comunicacões Orais - Envolver os cientistas

Experimentar (n)as ciências sociais. A receção de alunos do ensino secundario num centro de investigação en sociologia, Cristina Palma Conceição, Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL). Abstract (resumo): Desde meados dos anos 90 assistiu-se no país a uma considerável proliferação de atividades de promoção da cultura científica, muitas delas dirigidas a jovens. Transversal a estas iniciativas é o propósito de criar mecanismos não formais de aproximação às temáticas científicas, baseados na experimentação e no contacto direto dos jovens com os investigadores e com os instrumentos e produtos da ciência. A maioria destas ações tem sido levada a cabo no âmbito das ciências da natureza e das engenharias. Embora se trate de atividades de relação entre ciência e sociedade, os investigadores das ciências sociais têm tido aqui fraco protagonismo. Mas não poderão ser as práticas de investigação em ciências sociais igualmente alvo de “experimentação interativa” por parte de públicos não especializados? Com esta apresentação pretende-se dar a conhecer as experiências de receção de jovens do ensino secundário desenvolvidas desde 2000 no quadro do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) do Instituto Universitário de Lisboa.

Comunicar ciência em Portugal e em Espanha: práticas de envolvimento cidadão na ciência em instituções de ensino superior, Liliana Oliveira, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho e Instituto de Estudios de la Ciencia y la Tecnología (ECYT) da Universidade de Salamanca. Abstract (resumo): Através de uma análise documental, da realização de entrevistas a cientistas e a profissionais da comunicação de instituições de ensino superior, e de um inquérito aplicado aos cidadãos, esta investigação analisa as ações que as instituições de ensino superior têm vindo a promover, nos últimos dez anos, para envolver os portugueses e os espanhóis na ciência e aponta os principais fatores que podem determinar o nível de envolvimento da comunidade na ciência.

Nos inquéritos a científicos os problemas relativos á comunicación científica do seu traballo máis citados son a falta da tempo, o descoñecemento de como mobilizar o público, a carencia de competencia comunicativa, unha pouco fértil relación cos medios, o contexto socio-económico (hai poucos recursos e "o principal obxectivo é investigar") e a falta de interese do público.

Serralves 360º. Paisagem e biodiversidade: fazer da ciência um passeio no parque, Raquel Ribeiro, CIBIO. Abstract (resumo): Serralves 360o | Paisagem e Biodiversidade é um projeto de comunicação de ciência que alia um centro de investigação (CIBIO – Centro de investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto) a uma instituição cultural (Fundação de Serralves). Diversas ações de divulgação científica têm sido desenvolvidas, das quais se destacam os programas “Há vida no parque” e “Café com ciência” e a monitorização de espécies com o propósito de promover o contacto direto do público com a comunidade científica.



O Parque de Serralves xunta nun espazo relativamente reducido -18 hectáreas- unha grande biodiversidade. Há vida no Parque implica científicos para que falen un bocadiño sobre algunha especie presente no Parque. Café com ciência convida investigadores e científicos para expoñer como é ser investigador en Portugal e falar do seu día a día, de maneira máis informal. Os investigadores que participan nestas accións entregan o seu tempo libre animados polo amor polo seu traballo e sentido do deber coa sociedade. A cuestión é como atopar algún xeito de recompensar o seu esforzo sen que veña xustificado unicamente pola súa "entrega á camisola".

Mentir de verdade: uma historia colaborativa entre um centro de investigação e um centro de ciência, Inês Montalvão, Ciência Viva. Abstract (resumo): ‘Era uma vez… ciência para quem gosta de histórias’ é uma exposição inovadora e multidisciplinar em desenvolvimento no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva. Com base no imaginário das histórias infantis, exploram-se diversas áreas das ciências naturais e exactas, sociologia e arte. Na concepção de alguns módulos interactivos da exposição, o Pavilhão do Conhecimento privilegiou a colaboração com grupos de investigação científica no desenvolvimento das tecnologias. Um exemplo é o módulo “Mentir de Verdade”, integrado na história “As aventuras de Pinóquio”. Estabeleceu-se uma colaboração com o Instituto de Telecomunicações do Instituto Superior Técnico (IT-IST), com o objectivo de construir um sistema de computação fisiológica que funcionasse como um “detector de mentiras” simples.

11:45. Saúdo institucional de Nuno Crato, Ministro de Educação e Ciência: "o fin principal da ciência é a honra do espírito humano".

12:00. Comunicacões Orais - Envolver os cientistas

Scientists’ participation in Science Communication activities. Do research institutes make a difference?, Rita Portela, IBMC (+ Tiago Santos Pereira, CES).

Nun inquérito entre investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) sobre a súa actividade de comunicación da ciencia detéctase que a inmensa maioría das accións (>70%) foron executadas a pedido da propia institución (visitas guiadas ao centro, etc). Os comunicadores máis activos, con máis de dez accións no período de análise ("comunicadores militantes"), son unha clara minoría. O 50% deles son bolseiros, o 38% investigadores de carreira e o 13% docentes. Desenvolven todo tipo de actividades, presentan un maior grao de independencia respecto da institución no exercicio do labor comunicativo (faríano igual á marxe dos programas institucionais) e amosan unha actitude moi positiva cara a divulgación.

Cultura participativa: a solução para aproximar cientistas e media?, José Azevedo, Universidade do Porto (+ Isabel Pereira, Ciência 2.0; Renata Silva, Ciência 2.0; Nuno Moutinho, Universidade do Porto). Abstract (resumo): O Ciência 2.0, um projeto de comunicação e divulgação de ciência da UP, pretende promover um maior diálogo entre ciência e sociedade através do envolvimento do público, dos media e da comunidade científica.

É posíbel extrapolar o concepto da web 2.0 á ciencia, imaxinando unha ciencia 2.0? A comunidade científica portuguesa recoñece a importancia da divulgación mediática do seu traballo, mais persiste certo grao de desconfianza no contacto cos medios. Os científicos temen a simplicación excesiva, a presentación sensacionalista e a deturpación dos resultados científicos. Nese espírito 2.0 é preciso fomentar a comunicación bidireccional: responder a calquera pregunta, comentario, suxestión de maneira informal, clara e concisa.

“Fascinados pelas Plantas – celebrando a investigação em plantas”, Nelson Saibo, Sociedade Portuguesa de Fisiologia Vegetal e Instituto de Tecnologia Química e Biológica, ITQB-UNL (+ Ana Sanchez, ITQB-UNL, Joana Lobo Antunes, ITQB-UNL). Abstract (resumo): É essencial estudar e compreender cada vez melhor “o mundo fascinante das plantas”, desde os seus genes até ao organismo integrado no meio ambiente, passando pelo obtenção e melhoramento de novas variedades, optimização de técnicas de cultivo, e também pelo desenvolvimento de estratégias de protecção do ambiente e do uso mais sustentável de recursos escassos como a água. A sobrevivência, estabilidade e prosperidade das gerações presentes e vindouras depende do sucesso da inovação relacionada com o mundo das plantas.

O Día da fascinación polas plantas celebrouse en 2013 (18 de maio) en 54 países, coa participación de 667 institucións e case mil eventos realizados. Portugal foi o primeiro país a nivel mundial por número de institucións que se sumaron á efeméride e o terceiro en canto a número de accións convocadas.

Cientistas de Pé: comunicar ciência através do humor, David Marçal, Associação Viver a Ciência, Bruno Pinto, Museu Nacional de História Natural e da Ciência, U. Lisboa; Sofia Guedes Vaz, CENSE, Center for Environmental and Sustainability Research, U. Nova de Lisboa. Abstract (resumo): Os Cientistas de Pé são um grupo de cientistas de diversas áreas, que fazem comédia sobre temas científicos desde 2009. O grupo foi fundado no âmbito da Noite Europeia dos Investigadores. Nos três espectáculos originais que criaram apresentam perspectivas científicas com um ângulo cómico.

Fases do proxecto "Cientistas de pé": Campaña de recrutamento de cientistas -> Workshop inicial (1 día) -> Ensaios (3h, 2x semana, 4 meses) -> Presentacións dos espectáculos

Vídeo resumo dunha actuación dos Cientistas de Pé:



12:30. Mesa redonda: Como podem os cientistas envolver-se na comunicação de ciência?/How can scientists engage?. Convidados: Ana Delicado (Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa), David Marçal (Associação Viver a Ciência), Pedro Lind (Universidade de Lisboa), Catarina Ramos (Fundação Champalimaud). Modera: Ana Sanchez, Instituto de Tecnologia Química e Biológica

15:00. Kick off session: Como podemos envolver os media na Comunicação de Ciência? /Why should the media bother?, Cristina Ribas (Universidade Pompeu Fabra, Barcelona). Presenta José Vítor Malheiros (Comissão Organizadora).



"En 2015 o 90% do tráfico en Internet será vídeo".

"O xornalismo importa: non é un sector máis. É unha necesidade democrática. O bo xornalismo custa diñeiro e sempre foi subvencionado".
"A ciencia coma "alta cultura", a que se preocupa pola orixe do universo, da vida, etc, adoita ser divulgada polos centros de investigación, os museos, a prensa... A ciencia do día a día (por exemplo, cando temos que poñerlle a vacina aos nosos fillos) pasa tamén pola administración, as ONGs, as asociacións de consumidores. E logo está a ciencia "social e cidadá", que só existe nos medios e entre os cidadáns cando se organizan. ".
"O xornalismo en xeral está en crise; o xornalismo científico, tamén. Mais hai máis datos disponíbeis ca nunca (e datos abertos, open data) e existen novas ferramentas para contar historias (interactivos, multimedia). Os xornalistas teñen máis canais nos que ofrecer o seu traballo e a información recíclase e non morre. Unha gran historia pode chegar a audiencias masivas sen custo adicional".
Jeff Jarvis: "fai o que mellor sabes facer e enlaza ao resto".
"Acabouse o de aprender o oficio de xornalismo nunha redacción: apréndese en solitario, dende Internet".
"Nos medios precísanse expertos en extraer información de twitter (das redes sociais), non só no seu uso".

15:45. Comunicações orais - Envolver os media I

Ciência e ética em Portugal, Monica Carvalho (Instituto de Bioética, Universidade Católica Portuguesa). Abstract (resumo): O objectivo é apresentar o projecto “Ciência e ética em Portugal” que tem por finalidade promover a discussão sobre o desenvolvimento actual da área da Ciência da Saúde junto da Sociedade, através das implicações éticas. Para este fim estão a ser produzidos documentários para a TV sobre ciência e questões bioéticas relacionadas.

O desejo de ter um filho: a PMA em Portugal: [Ver vídeo]

Células Estaminais - entre a realidade e a esperança: [Ver tráiler]

A matemática nos jornais portugueses – um estudo de caso, Susana Simões Pereira (Faculdade de Ciências da Universidade do Porto). Abstract (resumo): A matemática é essencial para comunicar informação de várias áreas de conhecimento de forma precisa e clara e, como tal, é fundamental no conhecimento de base de profissionais da comunicação. Apesar do problema ter sido identificado, poucos estudos têm sido realizados no sentido de averiguar a verdadeira dimensão do problema. Em Portugal há também uma lacuna de literatura a este nível, apesar de empiricamente se afirmar que os jornalistas têm dificuldade em lidar adequadamente com informação de cariz matemático. Com este artigo pretendemos fornecer um corpo de informação preliminar sobre a frequência com que a matemática (incluindo informação numérica) é usada nas notícias de jornais portugueses e os erros mais comuns que ocorrem nesse contexto.

Categorizaron os erros coma numéricos, gráficos e estatísticos, e tamén en obxectivos (erros técnicos que existen independentemente de quen os interpreta) e subxectivos. Analizaron os semanarios Sol e Expresso entre o 1 de xaneiro e o 31 de marzo de 2013.
Das 1867 noticias en condicións de análise apenas un 20% (365) tiñan algún contido matemático e o 40% delas (145) contiñan erros. Os erros numéricos son os máis comúns. Hai máis erros obxectivos ca subxectivos, agás na categoría de erros estatísticos. Na maioría dos casos os erros subxectivos eran esenciais para a boa interpretación da información.
Conclusións: o uso da matemática é pouco frecuente, intúese falta de confianza entre os xornalistas coa materia. Hai un mal uso xeral de números e gráficos.

Resultados do Programa Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva, António Piedade (Centro de Física Computacional, Universidade de Coimbra). Abstract (resumo): O programa «Ciência na Imprensa Regional» é uma iniciativa da Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, com início em Agosto de 2011. O principal objectivo desta iniciativa é a divulgação da ciência e da tecnologia ao maior número de jornais regionais em todo o país, disponibilizando conteúdos C&T de grande actualidade e interesse para o comum das pessoas. Até ao momento o programa conta com 58 jornais aderentes (continente e ilhas), 42 colaboradores regulares (investigadores, comunicadores e jornalistas de ciência), cerca de 350 conteúdos produzidos e disponibilizados em quase 1000 publicações. Um número significativo de jornais aderentes ao programa já criaram uma secção permanente de ciência. Também o volume de artigos publicados atingiu recentemente o número de 90 por mês, numa média de 3 artigos por dia. Os jornais com edição on line activa (em número de 21) apresentam hoje uma grande fidelização ao programa, publicando regularmente os conteúdos disponibilizados. Mais de 70% dos artigos publicados on line apresentam um número de visualizações superiores a 1000, tendo alguns artigos atingido mais de 8000 visualizações. Registam-se ainda centenas de partilhas efectuadas pelos leitores pelas redes sociais facebook, google + e twitter, sendo que as preferências vão para os artigos que abordam assuntos ligados à astronomia e à saúde.

17:00 Comunicações orais II - Envolver os media

Health in the news in ‘silly season’: particularities of journalism in summer time, Luciana Fernandes (CECS, Universidade do Minho)

Chámaselle "silly season" (tempada tonta) á que se corresponde cos meses de verán e outros períodos, coma o Nadal, nos que a produción xornalística asume certo tipo de contidos insólitos noutras épocas. O estudo analizou as noticias aparecidas entre o 1 e o 31 de agosto de 2012 no Telejornal da RTP1, Jornal da Noite da SIC e o Jornal das 8 de TVI. En total rexistraron 80 noticias e 6 reportaxes (e nin unha soa entrevista).
Das 86 pezas informativas, 16 tiñan un tratamento "positivo" (18,6%), 58 "negativo" (67,4%) e 12 "neutro" (14,0%). Os temas, ordenados por número de aparicións, foron: prácticas clínicas (24, 27,9%), políticas de saúde (20, 23,3%), negocios (17, 19,8%), investigación (9, 10,5%), situacións de alarma (8, 9,3%), retratos (6, 7%) e prevención (2, 2,3%). O 24,4% das pezas falan de doenzas. Cítanse nesas noticias 177 fontes identificadas, 56 non identificadas e 10 anónimas (das que se descoñece todo).

A ciência no ecrã: a ciência vista pelos portugueses, Alexandra Figueiredo (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) e Rui Brito Fonseca (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia-IUL e Instituto Superior de Ciências Educativas). Abstract (resumo): O projeto “A Ciência no Ecrã” resulta da parceria de duas instituições, o Instituto Gulbenkian de Ciência e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Encetou-se, assim, uma primeira abordagem à mediatização da ciência em Portugal e à sua representação nos blocos informativos de horário nobre nos canais generalistas de sinal aberto do serviço público e privado, durante 2011 e no primeiro semestre de 2012.

Análise de 319 pezas exhibidas nos principais telexornais das televisións públicas e privadas de Portugal, 225 de 2011 e 94 do primeiro semestre de 2012. O 32,6% refírense á investigación científica, coa ciencias médicas (42,3%) coma primeira opción, seguida das enxeñerías/tecnoloxía (15,4%), ciencias exactas (12,9%) ciencias naturais e sociais (8,8% cada unha) e humanidades (4,1%).
En canto á imaxe que se dá da ciencia, prevalecen as pezas que a personalizan a través dos científicos (25,7%), seguida das que a "humanizan" (21,3%), con pacientes de doenzas, persoas que reciben os efectos ou resultados da investigación científica, e as que dan unha visión tecnolóxica da ciencia (19,4%).

18:00 Mesa redonda: Como podem os media envolver-se na comunicação de ciência?. Convidados: Ana Sousa Dias (jornalista freelancer), Arminda Deusdado (Biosfera, RTP2), Rui Brito Fonseca (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia-IUL e Instituto Superior de Ciências Educativas), Sara Sá (Revista Visão). Moderação: Ana Correia Moutinho (Universidade de Lisboa).

Ana Sousa Dias: nos últimos corenta anos en Portugal unha das cousas que correu ben foi a cantidade de persoas formadas en ciencia. O avance da ciencia é un dos grandes pasos adiante que se deron en Portugal.

Arminda Deusdado: é importante preguntarse sempre quen é o que gaña coa información (científica) que se comunica. Os científicos e xornalistas debemos estar moi alerta sempre sobre isto, para podermos percibir cando esa información o que pretende realmente é darlle a volta aos feitos.

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